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Para nutricionistas e profissionais da saúde

Mentorias em Nutrição Oncológica

Acompanhamento individual e online para nutricionistas e profissionais da saúde que querem estruturar a prática clínica em oncologia ou transformar perguntas da prática em projetos de pesquisa para mestrado e doutorado.

Quem são as mentoras

Quem conduz as mentorias

Duas nutricionistas oncológicas com atuação clínica e científica, que unem a pesquisa ao cuidado no dia a dia.

Foto de Aline Barcellos

Aline Barcellos

Nutricionista Oncológica · CRN-4 19100424

Formada em nutrição oncológica no INCA, com Residência Multiprofissional em Oncologia, Aperfeiçoamento em Pesquisa e fellowship em Terapia Nutricional na Pré-Habilitação Cirúrgica. Depois, o mestrado em Ciências Médicas pela UERJ.

Foto de Imanuely Borchardt

Dra. Imanuely Borchardt

Nutricionista Oncológica · CRN-4 10100114

Doutora em Ciências Nutricionais, com mais de 15 anos de experiência em oncologia, pesquisa clínica em oncologia torácica e ciência translacional. Coordenadora adjunta de um Comitê de Ética em Pesquisa (CEP). ESMO Merit Award (2026) e múltiplas premiações da IASLC.

Modalidade 1

Prática Clínica Oncológica

Uma jornada de desenvolvimento do raciocínio clínico, da avaliação nutricional e da tomada de decisão baseada em evidências, com atenção às particularidades do cuidado oncológico.

Público
Nutricionistas que desejam iniciar ou aprofundar sua atuação em oncologia
Formato
Encontros online
Objetivo

Apoiar nutricionistas na estruturação da assistência nutricional em oncologia, desde a anamnese e a identificação de risco até a elaboração, implementação e monitoramento de condutas individualizadas.

Trilha de aprendizagem

  1. Anamnese e raciocínio clínico

    História clínica e alimentar, tratamentos prévios e atuais, sintomas de impacto nutricional, comorbidades, funcionalidade e definição de prioridades.

  2. Triagem e avaliação nutricional

    Seleção contextualizada de MST, NRS-2002, MUST e ASG-PPP; antropometria, critérios GLIM, força de preensão, funcionalidade e composição corporal.

  3. Evidências e diretrizes

    Leitura crítica e aplicação de recomendações ESPEN, BRASPEN, ESMO e outras; necessidades nutricionais, suplementação oral e indicações de terapia enteral/parenteral.

  4. Individualização por tratamento

    Estratégias para quimioterapia, radioterapia, imunoterapia, terapias-alvo e cirurgia; pré-habilitação e cuidados perioperatórios; limites das evidências em nutrição de precisão.

  5. Manejo de sintomas e toxicidades

    Náuseas, vômitos, mucosite, disfagia, disgeusia, diarreia, constipação, anorexia, saciedade precoce e outros sintomas relevantes.

  6. Caquexia, sarcopenia e composição corporal

    Avaliação de massa e qualidade muscular, força, adiposidade e alterações metabólicas; interpretação dos métodos e suas limitações.

  7. Plano de cuidado, monitoramento e indicadores

    Definição de metas, planejamento alimentar, adesão, evolução em prontuário, elaboração de indicadores de saúde em nutrição e critérios de reavaliação.

  8. Discussão integrada de casos e padronização

    Aplicação das ferramentas em casos clínicos desidentificados, justificativa das condutas, feedback estruturado e confecção de procedimento operacional padrão (POP).

  9. Pesquisa com dados de mundo real (RWD/RWE)

    Prontuários eletrônicos, registros de câncer, bases administrativas e coortes assistenciais. Definição de população-fonte, exposição, comparador, desfechos, janelas temporais e seguimento; dicionário de dados, completude, consistência e rastreabilidade.

Materiais e entregáveis

  • Roteiro de anamnese oncológica
  • Fluxo de triagem e avaliação
  • Guia de consulta às diretrizes
  • Modelos de evolução e acompanhamento
  • Instrumentos para manejo de sintomas
  • Análise de casos com feedback individualizado

Metodologia e limites

Diagnóstico inicial das necessidades da mentorada, plano de desenvolvimento, encontros ao vivo, exercícios aplicados e avaliação final.

A mentoria é educativa e não substitui decisões assistenciais sob responsabilidade da profissional, protocolos institucionais ou supervisão clínica em tempo real.

Quer estruturar sua prática clínica em oncologia? Fale com a gente sobre a Modalidade 1.

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Modalidade 2

Mentoria Científica e Acadêmica

Uma mentoria para nutricionistas que desejam transformar perguntas da prática clínica em projetos de pesquisa sólidos, viáveis e eticamente responsáveis. Com acompanhamento individualizado, o percurso integra pensamento científico, metodologia, dados de mundo real e preparação para mestrado e doutorado.

Público
Nutricionistas e pesquisadores em formação
Formato
Encontros online individualizados
Objetivo

Oferecer acompanhamento individualizado para o desenvolvimento de projetos de pesquisa destinados a seleções de mestrado e doutorado, com atenção à relevância clínica, rigor metodológico, viabilidade, governança dos dados e exigências éticas aplicáveis.

Competências desenvolvidas

  • Identificar lacunas de conhecimento e formular perguntas científicas relevantes.
  • Realizar buscas bibliográficas reprodutíveis e avaliar criticamente estudos.
  • Escolher delineamentos, variáveis, desfechos e métodos de análise adequados.
  • Planejar estudos com dados de mundo real, reconhecendo vieses e limitações.
  • Organizar projeto e documentação de acordo com as exigências éticas e institucionais.
  • Preparar apresentação e arguição de projeto para seleção acadêmica.

Trilha de aprendizagem

  1. Tema, pergunta e viabilidade

    Linha de pesquisa; delimitação do problema; lacuna científica; PICO/PECO; objetivos preliminares; aderência ao programa de pós-graduação.

  2. Revisão da literatura

    PubMed, Scopus e outras bases; MeSH/DeCS; operadores booleanos; critérios de seleção; gerenciadores de referências; síntese crítica.

  3. Fundamentação e hipótese

    Construção da introdução e justificativa; hipótese; objetivos gerais e específicos; coerência entre pergunta, população e desfechos.

  4. Metodologia e análise

    Delineamento, população, amostragem, elegibilidade, instrumentos, variáveis, confundimento, perdas, cálculo amostral e plano estatístico preliminar.

  5. Pesquisa com dados de mundo real (RWD/RWE)

    Prontuários eletrônicos, registros de câncer, bases administrativas e coortes assistenciais. Definição de população-fonte, exposição, comparador, desfechos, janelas temporais e seguimento; dicionário de dados, completude, consistência e rastreabilidade.

  6. Validade de estudos de mundo real

    Estudos retrospectivos e prospectivos; vieses de seleção, informação, confundimento e tempo imortal; dados ausentes; controle de confundimento; análise de sensibilidade; associações sem inferir causalidade indevida. Diretrizes STROBE e RECORD quando pertinentes.

  7. Ética, proteção de dados e submissão

    Riscos e benefícios, proteção da privacidade, plano de gestão de dados, TCLE ou justificativa de dispensa quando cabível, autorizações institucionais e documentação para o Sistema CEP/CONEP e a Plataforma Brasil.

  8. Consolidação e seleção acadêmica

    Revisão crítica da versão final; adequação ao edital; cronograma, orçamento, resultados esperados, limitações e treinamento para apresentação e arguição.

Eixo transversal

Ética em pesquisa

O projeto é desenvolvido observando a legislação e as normas éticas brasileiras vigentes e aplicáveis ao tipo de estudo, incluindo a LGPD, as resoluções pertinentes do Conselho Nacional de Saúde e as exigências do CEP, da instituição detentora dos dados e do programa de pós-graduação.

  • Definir finalidade, base legal e necessidade de acesso a dados pessoais ou sensíveis, com minimização e controles de acesso.
  • Planejar anonimização ou pseudonimização quando pertinente, lembrando que a pseudonimização não elimina, por si só, a proteção legal dos dados.
  • Documentar guarda, segurança, prazo de retenção, compartilhamento, descarte e responsabilidades sobre os dados.
  • Avaliar a necessidade de TCLE e eventual solicitação fundamentada de dispensa, sujeita à apreciação ética competente.
  • Prever submissão e aprovação ética antes do início das atividades de pesquisa que dependam dessa aprovação.
Exemplo de projeto aplicado

Tema: associação entre indicadores de composição corporal e toxicidade do tratamento sistêmico em pacientes com câncer gastrointestinal, utilizando dados assistenciais de mundo real.

A mentoria apoiaria a definição da coorte, critérios de elegibilidade, exposição, desfechos, confundidores, fontes de dados, plano analítico e proteção ética das informações.

Metodologia de acompanhamento

Diagnóstico inicial
Identificação do tema, experiência prévia, disponibilidade de dados e edital-alvo.
Encontros
Discussão orientada, análise crítica de referências e revisão de decisões metodológicas.
Entre sessões
Tarefas aplicadas e devolutivas dentro de escopo e prazos previamente pactuados.
Encerramento
Revisão de pendências e próximos passos.

Limites e responsabilidades

A mentorada é autora do projeto e responsável pela integridade das informações, obtenção de autorizações e cumprimento das normas. A mentoria não substitui orientador acadêmico, consultoria estatística especializada, assessoria jurídica, encarregado de dados ou apreciação do CEP/CONEP. A aprovação do projeto, a dispensa de consentimento e a admissão em programas de pós-graduação não são garantidas.

Confirme sempre as normas e os fluxos éticos atualizados no momento da submissão, inclusive exigências específicas da instituição e do edital.

Quer transformar uma pergunta da prática em projeto de pesquisa? Fale com a gente sobre a Modalidade 2.

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